| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Columbiformes |
| Família: | Columbidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Columbinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | L. verreauxi |
A juriti-pupu é uma ave columbiforme da família Columbidae. Conhecida também como pu-pu (Rio Grande do Sul).
Imortalizada na Canção de Waldemar Henrique:
Juriti, Juriti, Juriti Teu gemido me faz tanto bem Juriti, Juriti, Juriti Como tu, vivo eu triste também
Juriti Deus te deu este canto dorido Juriti Pro consolo de quem tem sofrido Juriti Eu nas cordas do meu violão Gemo a voz do próprio coração
Juriti, Juriti, Juriti Teu gemido me faz tanto bem Juriti, Juriti, Juriti Como tu, vivo eu triste também
Juriti Tua flauta é a flauta de Pan Juriti Doce alma de minha alma irmã Juriti Quando iremos deixar de gemer? Juriti Só no instante fatal de morrer
Seu nome científico significa: Leptotila do (grego) leptos = esbelto, delgado, fino, magro; e ptilon = plumagem (ref. formato das remiges primárias esternas do gênero); e de verreauxi homenagem aos naturalistas e coletores de espécies franceses Edouard Verreaux (1810-1868) e Jules Pierre Verreaux (1808-1873). ⇒ (Ave com) plumagem esbelta de Verreaux.
Tem 29 centímetros de comprimento e pesa entre 160 e 215 gramas. Sua plumagem é marrom, com peito claro, cabeça cinzenta com alguns reflexos metálicos na nuca e alto dorso. Possui, ainda, uma coloração azulada ao redor dos olhos.
Muito arisca, logo voa e se esconde, sendo que na maioria das vezes notamos sua presença pelo canto característico, que é melancólico e repetitivo: “pu… puuu”, cujo som deu origem a seu nome popular.
Diferenças entre a juriti-pupu (Leptotila verreauxi) e a juriti-gemedeira (Leptotila rufaxilla).
Leptotila verreauxi - Nuca com reflexos azulados, íris clara, fronte acinzentada, coloração geral marrom-acinzentada.
Leptotila rufaxilla - Nuca com reflexos vináceos ou arroxeados, íris escuras, fronte esbranquiçada, coloração geral marrom-avermelhada.
Possui catorze subespécies:
É granívora e frugívora, pois come grãos, sementes, frutas e vegetais. Com um rápido movimento do bico vira as folhas mortas para descobrir sementes e frutos caídos; esse movimento também é utilizado para extração de sementes caídas em uma fenda: joga os grãos no chão para pegá-los em seguida.
Seu ninho é feito de pequenos gravetos, sem forro. É tão raso que, às vezes, os dois ovos de cor clara-sujo podem cair no chão. Pode nidificar em pés de café e na entrada de grutas calcárias, no interior da mata.
Vive nas matas e ambientes bem arborizados, vindo frequentemente ao chão à cata dos grãos de que se alimenta.
Comum no chão de habitats quentes, tais como capoeiras e campos adjacentes, bordas de florestas densas e cerrados. Vive solitária ou aos pares. Alimenta-se de sementes e frutos no chão. Quando perturbada, foge caminhando sem fazer barulho ou voa, emitindo um som com as asas, até uma árvore próxima.
Voa bem. Produz um ruído sibilante. Move-se no solo andando com passinhos miúdos e rápidos. Para a cabeça a cada passo dado, durante um instante, a fim de observar melhor as cercanias. Não saltita nunca. Boceja. Não esconde a cabeça entre as penas do dorso para dormir. Gosta de tomar banho e prefere beber água nas primeiras horas da manhã ou ao cair da tarde. Após o macho ter galado a fêmea, ela “gala” o macho. Mostra nervosismo através do balançar da cauda.
Presente em quase todo o Brasil e também do sul dos Estados Unidos até a Argentina.